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14/03/2026Guadalajara passou recentemente por uma série de eventos que espalharam medo entre os habitantes da região e incerteza no resto do país. Vários eventos foram cancelados no domingo, 22 de fevereiro, e um código vermelho foi ativado em Jalisco por alguns dias. Na quarta-feira, 25, a atividade havia retornado em todos os municípios, embora a sensação de risco persistisse.
No sábado, dia 28, como havíamos planejado desde o início do ano, nos reunimos no cruzamento da Rua Independencia com o Paseo Alcalde, ao lado da obra Árbol adentro, do artista visual e vocalista do Cuca, José Fors. A escultura é baseada no poema homônimo de Octavio Paz. O poema começa com: “Uma árvore cresceu em minha testa”.
Para mim, esse ponto representa um encontro interno e externo. A escultura e o poema funcionam como uma metáfora para a introspecção, a memória e a união entre o mundo interno e o externo. Mas também é, fisicamente, um ponto de encontro criativo: um local de partida e chegada.
Cerca de cinquenta de nós, fotógrafos, nos reunimos lá para andar pelas ruas. Sem medo, sem desconfiança, com a câmera na mão. Caminhamos por uma das principais artérias da cidade, observando-a com nossas lentes e capturando o que estava acontecendo.
No caminho, encontramos um grupo de balé folclórico que também decidiu sair às ruas. Nós os conhecemos e fotografamos sua forma de expressão: a dança.
O passeio terminou em El Palomar, uma obra escultural do arquiteto jalisco Luis Barragán, que serviu de pano de fundo para esse primeiro passeio pela cidade.
Foi uma honra para mim, como embaixador de Tomar la calle, coordenar essa primeira atividade e, acima de tudo, conhecer colegas talentosos que compartilham a mesma paixão.
Miguel A. Avilés















